Aparelhos auditivos não são baratos. Isso é fato. Mas ao adquirir um aparelho auditivo, além de testar, verificar pontos importantes como marca, fabricante, período de garantia, atendimento, enfim, tudo que está incluso no produto, minha dica é colocar na balança :

De um lado os prós:

  • quanto ajuda
  • quantas horas vc pretende usar
  • vida útil estimada do produto
  • pilhas inclusas

Do outro lado os contras:

  • quanto custa
  • quanto incomoda
  • custo com pilhas

Depois disso, uma outra forma de avaliar o custo é dividir o preço do produto pela vida estimada do produto ou pelo tempo da garantia. Por exemplo:   Custo: R$ 8.000,00 o par       Vida útil:  4 anos     Garantia: 2 anos

Então, algumas reflexões:

  • De modo geral, o par de aparelhos vai custar  2000 reais  por ano.  Cerca 167 reais por mês pelos aparelhos.
  • Se formos mais pessimistas e pensarmos que vai durar somente o período de garantia (o que não é verdade), 4000 reais por ano e cerca de 167 reais por mês por cada aparelho.

E no final vc terá condições de avaliar o que realmente vale a pena.

Se decidiu comprar …

Uma opção bacana para quem não quer descapitalizar é o financiamento Acessibilidade que o Banco do Brasil oferece. Os juros são bem baixos e o parcelamento pode ser feito em até 60x.

Infelizmente muitos gerentes não sabem nem da existência dele.

#ficadica:  imprima ou tire uma foto da tela do computador para mostrar para o gerente que existe esse finaciamento.  🙂

Existem alguns bancos privados que fazem outros tipos de financiamento mas até onde sei os juros são bem mais altos que os do Banco do Brasil.

Vale ainda dizer que há alguns convênios médicos ( eu sei da CASSI e CABESP) que reembolsam parcial ou total. Antes de comprar seu aparelho, verifique com seu convênio médico se há algum tipo de reembolso e quais são as regras. NÃO caia na arapuca do tipo  …. ” temos um convênio com tal empresa com descontos 50-60%” . Isso não existe.  A dica é pesquisar SEMPRE !!!

 

 

Boa semana a todos!  🙂

Por: Mirella Horiuti

Para: www.naoescuto.com

 

S

 

 

Sempre que  experimentamos algo novo, levamos um tempo para nos adaptar…

Já diz o ditado que acostumar-se ao que é bom é fácil.

Com aparelhos auditivos isso não é diferente. 

O tempo para se habituar ao novo modo de perceber, escutar e entender o som demora entre 3 a 6 meses em média.

Quanto mais confortável for essa experiência, mais fácil será a transição para o uso contínuo.

Aqui vão algumas dicas para que isso aconteça:

  • No início, se vc estiver muito ansioso procure utilizar por um tempo limitado: 2 a 4 horas direto, com intervalos de descanso de 1 hora. Aos poucos vá aumentando o tempo de uso. Depois de um tempo vc nem vai perceber que está de aparelho.  🙂

 

  • Vc notará que está escutando de forma diferente. Isso é NORMAL!!! Dependendo da tecnologia do seu aparelho auditivo vc vai sentir mais ou menos diferença. Em geral, quanto mais sofisticado for o aparelho auditivo, menor a diferença. Costumo dizer que os 3 primeiros dias são recheados de novidades. E que achar que tudo está um pouco alto, perceber sons que não ouvia antes…. tudo isso faz parte nesse começo. Mas ATENÇÃO… depois desses 3 dias.. se algo incomodar …. volte no seu fonoaudiólogo e relate o que está sentindo. Seu aparelho auditivo precisa de ajuste.

 

  • O uso de aparelhos auditivos NÃO machuca. Nesses benditos 3 dias, se ao tirar vc pensar… nossa que alívio! Não se preocupe. É normal.  🙂 Agora…. se vc sentir dor ao colocar ou tirar, suspenda o uso e procure seu fonoaudiólogo.

 

  • Fique de olho na umidade. Ela pode ocasionar mal funcionamento de seu aparelho auditivo. Se puder escolher um produto com algum grau de resistência à água… sempre melhor. Mas de maneira geral, use um desumidificador diariamente e seque seus cabelos e orelhas sempre antes de usar um aparelho auditivo.

 

  • Depois do uso, limpe seus aparelhos auditivos. Principalmente a parte que fica encaixada dentro do seu ouvido por 2 motivos:
    • se tiver cera ou alguma sujeira na ponta, vai diminuir ou anular totalmente a efetividade do aparelho
    • higiene evita infecções

 

Boa semana a todos!  🙂

Por: Mirella Horiuti

Para: www.naoescuto.com

 

 

 

 

 

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Queridos amigos,

Para finalizar o ano de 2016 resolvi prestigiar um grande amigo e profissional: Dr Ítalo Medeiros. O assunto é TONTURA.  Vale a pena ver o vídeo. Muito bacana e fácil de entender. Tenho certeza que vai ajudar muita gente!

 

 

A mensagem que quero deixar é a seguinte: o profissional responsável pelo diagnóstico do seu problema auditivo ou de equilíbrio é o médico OTORRINOLARINGILOGISTA.  Ou seja, ele é quem vai tentar encontrar a causa do que você está sentindo e escolher o melhor tratamento (remédio, cirurgia, uso de aparelho auditivo, etc).

Se o tratamento indicado for o uso de aparelho auditivo, mais uma vez enfatizo:

PESQUISE, TESTE e COMPARE antes de  comprar.

 

Que 2017 seja um ótimo ano para todos nós!  🙂

Boa semana a todos!  🙂

Por: Mirella Horiuti

Para: www.naoescuto.com

 

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Outra semana me deparei com a seguinte situação por várias vezes: cuidadores de idosos me ligando para saber sobre o aparelho auditivo que estava em uso, se o que estava acontecendo era normal ou não, etc…

Então … aqui ficam algumas dicas para os cuidadores de usuários de aparelhos auditivos:

  • Evite o contato do aparelho auditivo com água e umidade. Lembre-se de retirar o aparelho auditivo da orelha antes mesmo de entrar no banheiro (por conta do vapor) e  desligue-o (através do compartimento de bateria). Guarde o aparelho auditivo no estojo bem longe dos animais e crianças.
  •  Se o usuário sua muito, seque a área de contato com frequência para reduzir a exposição do aparelho.
  • O uso de um desumidificador à noite pode aumentar a vida útil do aparelho auditivo.
  • Evite a exposição prolongada ao sol, aquecedores e secadores de cabelo.
  • Sempre lave suas mãos antes de manipular o aparelho auditivo.
  • Cuidado com quedas. Elas podem danificar peças e prejudicar o funcionamento dos aparelhos auditivos.
  • Controle o consumo das pilhas pelo calendário e pela média de uso. Ao colocar uma pilha nova, retire o selo, aguarde 1 minuto para ativação completa da pilha e depois utilize-a. O selo pode ser colocado no calendário para melhor controle da durabilidade. Cada tamanho de pilha tem uma durabilidade diferente.
  • Tenha à disposição um testador de baterias para verificar se a carga da pilha está boa em caso de dúvida.
  • Guarde as pilhas novas num local seco. Descarte as pilhas usadas no local adequado. Nunca em lixo comum.
  • Uso de retros: observe  se o tubinho de molde está rígido e necessita de troca.
  • Uso de intras:  observe se os filtros ( dos modelos intra e microcanais) estão  limpos e sem cera.
  • Acompanhamento com fonoaudiólogo: tenha sempre em mãos o telefone do local onde foi comprado o aparelho auditivo. A cada 6 meses agende uma consulta para verificar o funcionamento, performance e regulagem do aparelho auditivo.
  • Muitas vezes, no caso de microfonia ( apito), o tubo do molde pode estar quebrado, o molde folgado provocando o escape de som. Além disso, pode haver o acúmulo de cera  no conduto auditivo impedindo a passagem de som. Uma consulta médica será necessária nesse caso.
  • Reserve uma caixa para guardar o aparelho auditivo e todos seus acessórios. Manter tudo junto fica mais fácil no caso de um atendimento pelo fonoaudiólogo.
  • Nunca deixe o usuário guardar o aparelho auditivo. Geralmente eles colocam no bolso e esquecem. E o final da história é na máquina de lavar …
  • Se há o medo do usuário perder o aparelho, existem no mercado alguns prendedores que fixam o aparelho no cabo do óculos ou na roupa.
  •  E lembre-se de manter contato direto com a fonoaudióloga responsável pelo seu paciente . Ela pode te dar dicas valiosas sobre como se comunicar com ele.

Dicas para os familiares

Os familiares e cuidadores podem trabalhar em conjunto para facilitar o dia-a-dia do idoso usuário de aparelho auditivo.

Seguem os pontos principais que devem ser abordados:

  • Toda  a família deve saber que ele está usando aparelho auditivo e quais as dificuldades que o idoso apresenta.
  • Não é necessário falar alto ou gritar.
  • Se forem conversar, desligue qualquer outro som que esteja competindo ( televisão, rádio, etc). Ouvir com ruído é sempre mais difícil.
  • Agora basta falar de frente e pausado para que o idoso possa compreender o que se fala . As expressões faciais ajudam muito o entendimento.
  • O ideal é falar um de cada vez e sempre chamar a atenção do idoso antes, seja pelo seu nome ou com um simples toque no braço. O que funcionar melhor.

Nada como uma reunião de família para esclarecer o que está acontecendo e o que cada um deve fazer para ajudar.

Posso garantir que vale o nosso esforço para ajudar o outro. 🙂

 

 

 

Boa semana a todos!  🙂

Por: Mirella Horiuti

Para: www.naoescuto.com

 

 

 

 

 

 

cronicasda-surdez

 

Essa pergunta é boa.

Sempre pergunto aos meus pacientes se transpiram muito ou não. Mas essa não é a pergunta chave. O que precisamos saber é em quais situações o paciente transpira mais e se ele estará usando seu aparelho auditivo.

Na última semana a Paula Pfeifer do Cronicas da Surdez me pediu para falar sobre os aparelhos auditivos à prova d’àgua …

Qual a diferença entre aparelhos auditivos  “resistentes”  e  “ a prova d’água” ?

É  fato que suor e umidade sempre foram obstáculos  na vida de quem usa aparelho auditivo. Por outro lado, os fabricantes  desde 1900&bolinha  estão atrás de alguma solução realmente definitiva…

Bom… para começar a falar disso vou voltar um pouco no tempo… sempre lembrando que estamos falando de aparelhos auditivos retroauriculares (aqueles que ficam atrás da orelha).

Primeiro surgiram no mercado aparelhos auditivos com uma película de vedação na parte das caixas. Tudo ótimo… o problema era quando o aparelho precisava ir para a assistência técnica e perdia a vedação original de fábrica.

O tempo passou e surgiu o “Nanocoating” que era um tratamento especial nas caixas dos aparelhos que diminuía a permeabilidade de água e óleos. Com isso, a proteção contra umidade e suor melhorou muito. Nessa época trabalhava na fábrica da Siemens em SP e pude ver com meus próprios olhos o número de reparos diminuir cerca de 40%. Muitos aparelhos possuem isso até hoje. Na linha da Siemens/Signia, a maioria já vem com isso de fábrica.

Então… em 2011 começaram a surgir aparelhos à prova d’água e resistentes à água.

Antes de falar quem tem o que, vamos para os conceitos.

Todo aparelho auditivo que  se diz à prova ou resistente à água DEVE ter uma certificação IPR ou código IP , segundo as normas da IEC  ou EN60529.

Mas o que é isso?

IPR  significa INGRESS PROTECTION RATING , que em português podemos traduzir como ÍNDICE  DE PROTEÇÃO ou mais ao pé da letra  como  ÍNDICE  DE PROTEÇÃO DE ENTRADA.

Ele classifica o grau de proteção oferecido por um produto contra algo. Esse algo pode ser  pó, contato acidental, água e descarga elétrica.

O número IP é  composto por 2 números:  IP XX

Indicação IP Proteção contra partículas sólidas Proteção contra líquidos
IP Número entre : 0–6 Número entre: 0–9

 

 PRIMEIRO NÚMERO  – Proteção contra partículas sólidas

Grau Efetivo contra Descrição
0 Sem proteção de contato ou entrada de objetos
1 >50 mm Qualquer superfície larga do corpo, como  palma da mão , mas sem proteção  no contato direto com  parte do corpo
2 >12.5 mm Dedos ou objetos similares
3 >2.5 mm Ferramentas, fio grosso, etc.
4 >1 mm Fios em geral, parafusos pequenos, etc.
5 Proteção contra pó Entrada de pó parcial permitida mas não pode haver quantidade suficiente para interferir  no funcionamento do produto
6 Proteção efetiva contra pó Sem entrada de pó. Proteção total. O teste deve durar  8 horas

 

SEGUNDO NÚMERO  – Proteção contra líquidos (água)

Grau Proteção contra Efetivo contra Detalhes
0 Nada
1 Gotejamento de água Gotejamento vertical – não pode danificar o produto Duração do teste: 10 minutos
Quantidade de água equivalente a 1 mm de chuva por minuto
2 Gotejamento de água inclinada a 15° Gotejamento vertical e inclinado a 15° – não pode danificar o produto. São 4 posições testadas em dois eixos Duração do teste: 2.5 minutos em cada direção (10 minutos no total)
Quantidade de água equivalente a 3 mm de chuva por minuto
3 Pulverização de água Pulverização de água em qualquer ângulo até  60° do eixo vertical  – não pode danificar o produto

 

Duração do teste: 1 minuto por m2 por 5 minutos

Volume de água: 10 litros por minuto

Pressão: 50–150 kPa

4 Borrifamento de água Borrifamento de água – não pode danificar o produto Duração do teste: 10 minutos
5 Jatos de água Jatos de água saindo de um bocal de 6.3 mm em qualquer direção- não pode danificar o produto

 

Duração do teste: 1 minuto por m2 por 3 minutos

Volume de água: 12.5 litros por minuto

Pressão: 30 kPa a 3 m

6 Jatos fortes de água Jatos fortes de água saindo de um bocal de 12.5 mm em qualquer direção- não pode danificar o produto Duração do teste: 1 minuto por m2 por 3 minutos

Volume de água: 100 litros por minuto

Pressão: 100 kPa a 3 m

6K Jatos fortes de água com pressão Jatos fortes de água com pressão saindo de um bocal de 6.3 mm em qualquer direção – não pode danificar o produto Duração do teste:  3 minutos

Volume de água: 75 litros por minuto

Pressão: 1000 kPa a 3 m

7 Imersão até 1 metro Imersão até 1 metro sem entrada de água Duração do teste:  30 minutos
8 Imersão de 1 metro ou mais Imersão de 1 metro ou mais de forma contínua – não pode danificar o produto

 

Duração do teste:  definido pelo fabricante

Profundidade: em geral até 3m

9K Jatos fortes de água em alta temperatura Jatos fortes de água em alta temperatura –  não pode danificar o produto Duração do teste: 30 segundos em  4 ângulos diferentes ( 2 minutos no total)

Volume de água : 14–16 litros por minute

Pressão: 8–10 MPa (80–100 bar) a  0.10–0.15 m

Temperatura da água:  80 °C

 

E o que temos disponível no Mercado?

Resistentes à água:  IP67  ( como o Iphone 7 e alguns aparelhos auditivos do mercado)

À prova d’ água : IP68 ( como o Aquaris da Siemens)

Não há dúvida que essas proteções contra pó (IP5x ou IP6x) e água ( IPx7 e IPx8) foram um grande avanço …

 

Mas não podemos esquecer o seguinte:

  • Esses testes foram feitos em laboratórios em condições controladas. Eles não representam o dia-a-dia do usuário em 100%.
  • Os testes não consideram o uso repetido durante anos
  • Não há nenhum aparelho auditivo certificado ( por enquanto) que considere o efeito da água salgada e suor.

E então…quando escolho um resistente ou à prova de água?

Se o paciente sua muito (daqueles que ficam com o cabelinho perto do pescoço sempre molhado)…mesmo sem ter uma vida ativa em relação aos esportes… não pestanejo. Sempre indico um aparelho no mínimo resistente à água.
Agora, se o paciente quer nadar com aparelho auditivo sem preocupação ou vive num local muito úmido (tipo Manaus) ou já tem algum histórico de suor estragar o aparelho auditivo … tem que ser à prova d´água.
Ainda acredito que os aparelhos devem melhorar muito..
Continuo sonhando com o dia no qual os aparelhos auditivos customizados (intras e microcanais) tenham algum tipo de proteção total contra umidade e cera líquida !  🙂

 

Boa semana a todos!  🙂

Por: Mirella Horiuti

Para: www.naoescuto.com

Como não amar a minha amiga Paula Pfeifer do Crônicas da Surdez ??? Esse mês resolvi clonar o post dela. Sensacional !!!

TENHA PACIÊNCIA COM O IDOSO QUE TEM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

31/08/2016

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Como surda que escuta, mas, principalmente, como surda que até três anos atrás não escutava quase nada, devo dizer que o modo como tratamos nossos idosos que não escutam não é legal. Eu mesma já me vi em situações de falta de paciência com a minha amada vó Tereca (te amo, periquita!), portanto, se eu, uma criatura que exigiu paciência e respeito das pessoas à minha volta durante toda a vida já fiz dessas, o que sobra para o resto da população?

Acima de tudo, o idoso que não ouve ou ouve mal é um ser humano. Com medos, sentimentos, angústias. A grande maioria dos idosos que eu conheço não querem de jeito nenhum causar qualquer incômodo para os seus familiares, portanto, é muito comum que eles tratem a deficiência auditiva como um problema que pode ser deixado para lá. Só que não pode. Saúde auditiva é assunto muito sério, principalmente porque já está mais do que provado que surdez não tratada pode causar depressão, apressar Alzheimer, fazer com que a pessoa se isole do mundo, etc.

Raras são as famílias que percebem a surdez de um idoso e tomam uma atitude, em vez de achar que é ‘coisa da idade’. Surdez não é coisa da idade em idade nenhuma: todo ser humano merece ouvir, audição é saúde! E digo mais, audição é saúde mental para os nossos pais, avós e bisavós. Como alguém pode achar normal deixar a surdez de um idoso pra lá só porque é mais um problema para resolver na correria do dia-a-dia? Já conheci muitas pessoas com essa atitude, e o que me deixava mais triste era constatar que eram pessoas que foram ajudadas por esses idosos durante uma vida inteira. Ingratidão define.

  • Você não tem paciência para repetir algo que disse quando seus pais/avós/bisavós pedem?
  • Você acha que surdez é ‘coisa de velho’?
  • Você se irrita quando seus pais/avós/bisavós falam “HÃN?” várias vezes?
  • Você zomba ou faz piada dos seus pais/avós/bisavós que não ouvem ou ouvem mal (mesmo que não faça isso na frente deles)?

Pois saiba que um dia pode ser você. Saiba que a expectativa de vida hoje é altíssima, e raras serão as pessoas que não terão nenhuma perda auditiva ao longo dos anos. Do câncer e da surdez nesse mundo louco e poluído – inclusive sonoramente – em que vivemos, poucos escaparão. Deixo algumas dicas para lidar com idosos que possuem perda auditiva:

  • Fale de frente para a pessoa articulando bem os lábios
  • Fale de um jeito natural, é mais importante falar devagar do que berrar
  • Seja direto, evite frases muito longas
  • Se a pessoa pedir para repetir, repita!
  • Evite conversar em ambientes com muito ruído
  • Evite ambientes escuros
  • Quando estiverem entre várias pessoas, peça que cada um fala de uma vez e não todos ao mesmo tempo
  • Converse sobre uma ida ao otorrinolaringologista
  • Leve-o para fazer uma audiometria
  • Encoraje-o a usar aparelhos auditivos
  • Seja colaborativo e compreensivo no período de adaptação aos aparelhos
  • Ajude-o a tornar o uso do AASI como algo rotineiro e indispensável
  • Engaje a família toda na missão de dar qualidade de vida ao idoso com perda auditiva! 🙂

 

E pra complementar diria o seguinte  🙂 :

  • Quando for falar com ele, chame sua atenção antes de tudo. Seja com um toque no ombro ou iniciando a frase com o nome da pessoa. Assim ele perceberá que precisa prestar atenção no que está por vir.

Boa semana a todos!  🙂

um abraço,

Mirella

Por: Mirella Horiuti

Para: www.naoescuto.com

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Hoje, navegando por aí li que sim.

Minha resposta: NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO  !!!!

Socorro… fuja do profissional que disse isso para vc.

Entendo da seguinte forma:

Primeiro, vamos definir o que entendo por potente. São aparelhos auditivos com ganho em acoplador de 2cc ( isso é uma referência para podermos comparar coisas iguais, medidas da mesma forma, ou seja, banana com banana) entre 65 e 84 dB.

Segundo, precisamos definir o que é potente para cada caso.  Cada paciente precisa de um ganho diferente dependendo do seu grau de perda auditiva. O que o paciente precisa de ganho para escutar e entender as palavras e o quanto de ganho seu aparelho auditivo deve ter de reserva (para a eventualidade da perda auditiva piorar), é escolha e responsabilidade do fonoaudiólogo durante a seleção do melhor aparelho auditivo para cada caso.

Para ficar mais fácil, dividi em modelos:

  • PARA CUSTOMIZADOS ( aparelhos que ficam dentro da orelha) – algumas marcas tem aparelhos potentes (ganho de 70 dB ou mais) mas apenas nas linhas mais avançadas e que possuem outros recursos para melhorar o entendimento de fala. Logo, o preço é devido à estes outros recursos e não à potência. Mas há marcas com produtos um pouco menos potentes na linha básica ( ganho em torno de 60-65 dB).
  • PARA RETROS ( aparelhos que ficam atrás da orelha) – geralmente esses modelos mais potentes, com siglas  P, HP, SP ou UP nos nomes dos aparelhos (dependendo da marca) estão disponíveis em todos os níveis de tecnologia, inclusive os mais básicos e econômicos. Aí a faixa de ganho disponível é bem grande: entre 65 e 84 dB. O que provavelmente mudará entre os aparelhos é o tamanho da pilha. Em geral os mais potentes usam bateria maior (675).

 

#ficadica: Pesquise, se informe , avalie, compare e opte por testar antes de qualquer compra.

Boa semana a todos!  🙂

um abraço,

Mirella

Por: Mirella Horiuti

Para: www.naoescuto.com

 

 

 

 

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Navegando por aí achei esse post interessante de  Lisa Packer  da Healthy Hearing de fevereiro de 2016. Resolvi traduzir o que achei mais bacana e… é claro… fazer meus comentários … 🙂

Vamos lá! Traduzindo…

Um argumento muito comum por aí é esse: ” Eu posso comprar um iphone ou um ipad por muito menos. Por que os aparelhos auditivos não tem o mesmo preço? Os 2 são pequenos e tem muita tecnologia envolvida.”

#meuscomentários: No Brasil um iphone  ou ipad tem preços bem maiores que a maioria dos smartphones e tablets. No meu dia-a-dia ouço muito mais comparações com televisão. Coisas assim… “mas isso custa o valor de uma TV de tantas polegadas…”

A diferença entre esses dois produtos envolve: fabricação, distribuição e situação econômica.

 

Do desenvolvimento à fabricação

O processo de fabricação dos aparelhos auditivos é pequeno mas é elemento importante na conta do custo. Os materiais envolvidos não são assim tão caros (mesmo levando em conta equipamentos especializados necessários como microprocessadores e  microfones) correspondendo a mais ou menos 10% do custo. Mas como qualquer equipamento com muita tecnologia (os famosos high tech), há necessidade de muita pesquisa e desenvolvimento que entra no cálculo do custo. No final, a pesquisa pode custar 3x mais que os materiais para a fabricação.

Cada fabricante de aparelhos auditivos tem uma equipe enorme de profissionais responsáveis pelo desenvolvimento do produto: desde engenheiros elétricos, audiologistas, programadores e até musicologistas. Essa equipe pode envolver  200 a 300 pessoas num período entre 3 a 4 anos. Além disso, novos recursos exigem testes laboratoriais intensivos nos aparelhos auditivos que podem levar cerca de 2 anos.

Estima-se que a produção (materiais, mão de obra e equipamento) represente somente 8-10% do custo total do aparelho auditivo. O restante do custo inclui pesquisa, desenvolvimento, marketing, testes e a margem do fabricante.

 

Para o aparelho auditivo chegar até o consumidor

O preço de varejo dos aparelhos auditivos incluem taxas de adaptação, salários de funcionários, tudo que acontece depois que o aparelho auditivo sai do fabricante. Diferente dos iphones, os aparelhos auditivos são produtos médicos, que envolvem registro nos órgãos competentes como FDA (nos EUA) e ANVISA (no Brasil). A compra de um aparelho auditivo é bem diferente de um telefone: enquanto na loja da Apple,  vc entra, passa uma hora com o  vendedor, escolhe o produto, compra e acabou,  no caso de um aparelho auditivo há um processo posterior à compra que envolve horas de adaptação, regulagens e manutenção que estão dentro do custo do produto. Isso significa que ao comprar um aparelho auditivo vc está pagando também pelo serviço de profissionais treinados (especialistas) para ajustar seus aparelhos enquanto eles durarem.

#meuscomentários: costumo dizer aos meus pacientes que a seleção do aparelho, teste e compra são as partes mais curtas do processo. O casamento está somente começando.  Por isso, escolha bem o local da compra.

Aqui estão alguns dos serviços que estão incorporados no custo de varejo do aparelho auditivo:

  • Custo da avaliação auditiva (levantamento do histórico do paciente e testes audiométricos)
  • Seleção e indicação
  • Programação
  • Adaptação
  • Consultas de acompanhamento
  • Limpeza
  • Manutenção
  • Garantia do produto
  • Baterias
  • Aconselhamento
  • Educação

Devido ao fato dos aparelhos auditivos serem considerados produtos médicos,  os serviços de ajustes e regulagens devem ser realizados por profissionais especialistas, altamente treinados e atualizados em congressos. E isso tudo tem um custo alto. Além disso, há todo o equipamento específico necessário para a realização dos ajustes.

E não podemos esquecer do custo geral de manter qualquer centro auditivo em funcionamento, desde o custo da eletricidade até de todos funcionários envolvidos na operação.

 

A economia de escala

E é claro, a economia tem sua parcela nos custos do aparelho auditivo. Em primeiro lugar, há a competição entre os fabricantes de aparelhos auditivos, que influencia os gastos com a propaganda do produto. Além disso, há o princípio econômico chamado economia de escala que é de grande importância nesse caso. Basicamente, quando um produto (aparelhos auditivos) é produzido em grande escala, o fabricante pode diluir certos custos envolvidos na produção (como design, pesquisa e desenvolvimento) de forma mais suave. Na prática, a empresa consegue reduzir os custos para o consumidor. Entretanto, somente cerca de 2 milhões de aparelhos auditivos são vendidos por ano e em contrapartida cerca de 32.4 milhões de iphones nos EUA somente em 2011. #meuscomentários: No Brasil não consegui achar um dado de fonte confiável para colocar aqui…

Dizem por aí que conhecimento é poder. Acreditamos que entender melhor o que entra no custo de um aparelho auditivo permitirá que vc tome a melhor decisão possível quando for comprar os seus.

#meuscomentários: aparelhos auditivos não são baratos. Mas o fato é que existem diversas marcas e muitas opções de custo médio e baixo  (mesmo de marcas de primeira linha) no mercado que podem atender as necessidades da maioria dos pacientes. O indispensável na escolha do melhor custo-benefício (além do preço e avaliação do que está incluso) é um bom fonoaudiólogo com excelentes conhecimentos técnicos e realmente preocupado com o bem estar auditivo do seu paciente.

 

Boa semana a todos!  🙂

Por: Mirella Horiuti

Para: www.naoescuto.com

 

 

 

 

EscutarEscutar

Perambulando pela  net, sempre à procura de assuntos interessantes, achei esse post de 2015 muito interessante. Resolvi traduzir e dar uma adaptada com meus pitacos….  🙂

Quando pensamos em causas da perda auditiva uma lista aparece: idade,  exposição ao ruído, antecedentes familiares, etc

Mas atualmente sabemos que outras coisas podem interferir, contribuindo com a perda auditiva. E acreditem são coisas que nos deparamos no dia-a-dia e não damos muita bola…

O recado é simples! Cuidar da saúde geral é cuidar da audição também!

Diabetes & Problemas Cardíacos & Perda Auditiva

De acordo com a Associação Americana de Diabetes, quase 30 milhões de pessoas apresentaram diabetes em 2012. E 86 milhões com pré-diabetes, ou seja, ao exame de sangue os níveis de açúcar eram maiores que o normal mas não tão altos para serem classificados como diabetes. O problema é que pessoas diabéticas tem o dobro de chance de ter uma perda auditiva e os pré-diabéticos tem  30% mais chance. As causas ainda não foram identificadas mas acredita-se que os altos níveis de glicose no sangue pode causar danos nas pequenas veias e nervos do ouvido interno, levando à perda de audição.

#ficadica Diabéticos e pré-diabéticos devem fazer exames auditivos anualmente e  regularmente praticar exercícios , monitorar o nível de glicose no sangue,  manter um peso adequado e manter um volume adequado ao utilizar fone de ouvido.

Antibióticos & Perda Auditiva

Você sabia que vários antibióticos comuns podem causar perda de audição? Alguns deles são ototóxicos ( ou seja, fazem mal para o ouvido) e podem provocar perda de audição (lesão de ouvido interno) ou efeitos colaterais como zumbido e tontura ( a famosa “labirintite).

Há muito tempo os antibióticos tem culpa no cartório quando o assunto é ouvido. Em 1940 a estreptomicina que foi usada para tratamento de tuberculose deixou muitos pacientes com perda de audição e tontura. Depois apareceram os aminoglicosídeos, muito utilizados no tratamento de infecções bacterianas de difícil controle. O que acontece é o seguinte: a bactéria causa inflamação, que faz com que as estruturas delicadas do ouvido fiquem vulneráveis às toxinas presentes nos antibióticos. Além disso, há fatores que interferem (infelizmente para pior, é claro) como idade, hereditariedade, pré-existência de perda auditiva e dosagem inadequada da medicação.

#ficadica Antes de tomar qualquer antibiótico pergunte ao seu médico sobre os riscos. E se vc sentir piora da audição, zumbido ou tontura, entre em contato urgente com seu médico para a conduta mais adequada.

Obesidade & Perda Auditiva

Que relação tem o peso com a audição? Muita. Um estudo realizado num hospital de Boston (WBrigham and Women’s) avaliou a atividade física, índice de peso corporal, cintura e perda auditiva de mais de 68.000 mulheres no período de 1989 e 2009. Os resultados mostraram que o risco de perda auditiva aumentou conforme o BMI e tamanho da cintura aumentavam. A provável correlação deve-se ao peso extra que coloca tensão nos capilares que são responsáveis pelo transporte de oxigênio para as células. Então as delicadas células ciliadas do ouvido não recebem o oxigênio necessário e morrem.

Atenção! Os jovens não estão imunes à isso! Um outro estudo recente revelou que adolescentes que tinham o seu BMI em 95 ou mais tinham o dobro de risco para perda auditiva unilateral de frequência grave (sons grossos como voz de homem, por exemplo).Os pesquisadores sugeriram que a razão desta perda tem relação com inflamação, que danifica todos os órgãos do corpo incluindo o sistema auditivo. Mas a boa notícia é que se houver mudança nos estilo de vida (dieta e exercícios) essa perda pode ser reversível.  Para os mais idosos a questão é minimizar os riscos. Esse estudo de Boston demonstrou que nas mulheres que caminhavam no mínimo 2 horas por semana, o risco para perda auditiva reduziu em 15% em relação às que caminhavam menos de 1 hora por semana.

Problemas Cardíacos & Perda Auditiva

O ouvido interno é mais sensível à mudanças no fluxo sanguíneo do que qualquer outra parte do corpo. Há uma importante relação entre audição e saúde cardiovascular: pesquisadores acreditam que a perda auditiva pode ser um indicador precoce de doença cardíaca. Uma sistema cardiovascular saudável significa um fluxo sanguíneo adequado e logo uma boa saúde auditiva.

A renomada revista cientifica Laryngoscope publicou um estudo que mostrou forte correlação entre padrões de audiometria e doenças arteriais cerebrovasculares e periféricas, indicando que a audiometria poderia ser uma ferramenta de triagem para pacientes com risco potencial de acidente cardiovascular.

#ficadica Essa correlação mostra que monitorando sua saúde auditiva ( junto com uma dieta saudável e prática de exercícios moderados) é possível reduzir o risco de acidente vascular, que se tornou a primeira causa de morte nos EUA.

Stress & Perda Auditiva

É fato conhecido que o stress pode levar à uma saúde ruim e agora sabemos que a audição pode ser afetada também. O Jornal Internacional de Tinnitus (zumbido) publicou os resultados de um estudo que descobriu a relação entre stress e perda auditiva súbita.É um ciclo vicioso: stress leva à problemas físicos, como pressão alta e problemas cardíacos que por sua vez afetam o fluxo sanguíneo do ouvido interno. E assim vai…

#ficadica: Bons hábitos de sono, dieta saudável, prática de exercícios…. tudo isso pode minimizar o stress. E acrescento aqui… Pensamento Positivo sempre!  🙂

Boa semana a todos!  🙂

Por: Mirella Horiuti

Para: www.naoescuto.com

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Navegando por aí achei essas informações  no site da The Canadian Hearing Society que resolvi traduzir, adaptar um pouco ( com meus pitacos, é claro) e compartilhar. São dicas bem interessantes:

PARA QUEM TEM DIFICULDADE AUDITIVA:

  • A pessoa com dificuldade auditiva deve escolher o melhor posicionamento com o objetivo de sempre enxergar os falantes e ficar mais próximo daqueles que tem voz mais difícil de entender.

PARA QUEM PREPARA E FAZ A REUNIÃO

  • A sala deve estar bem iluminada para facilitar a leitura labial.
  • Evite iluminação vinda de trás,  de janelas  ou artificiais, na qual a pessoa que fala está na frente. A luz ofuscará a visão dos participantes.
  • A disposição das pessoas na mesa em U ou circular é o melhor para comunicação.
  • Programe intervalos frequentes para tentar aliviar a fadiga visual por conta do uso da leitura labial.
  • Use acessórios como microfones e até fones de ouvido para a pessoa com dificuldade auditiva.
  • Informe os participantes para que evitem sons como bater os dedos ou a caneta na mesa, isso pode atrapalhar que não escuta bem.
  • Fale claramente e numa velocidade moderada.
  • Não fique andando de um lado para o outro enquanto fala.
  • Fale olhando para a audiência, não vire as costas para o quadro negro ou apresentação e fale ao mesmo tempo.
  • Organize a reunião para que uma pessoa fale de cada vez. Uma lista com os nomes é interessante. Sempre chame a pessoa para falar ( dando a palavra) e peça que ela se levante para chamar a atenção dos outros.
  • Repita as perguntas antes de responder. Isso ajudará bastante a pessoa com dificuldade.
  • Aponte para a pessoa que está falando e peça para os outros levantarem as mãos no caso de outras perguntas. Vc vai acabar com as conversas de ladinho… 🙂
  • Fique atento se a pessoa com dificuldade auditiva quer contribuir com qualquer comentário.
  • Entregue a agenda com os tópicos da reunião para os participantes antes do início. Isso evita a “boiada” na mudança de assunto.
  • Sempre anuncie a mudança de assunto.
  • Utilize ajuda visual, demonstrações, flip charts e materiais escritos.
  • Use fontes grandes de letras nas apresentações.
  • Todos os vídeos devem ter legendas.
  • Alguns equipamentos  de audio-visual como projetores de mídia podem ser ruidosos. Desligue sempre que não estiver em uso. Isso vale para ar condicionado e ventiladores.
  • Dê tempo para anotações para que as pessoas não fiquem desesperadas…
  • Ao final de cada assunto, faça um resumo e contato visual com cada participante garantindo o entendimento.

 

Boa semana a todos!  🙂

um abraço,

Mirella

Por: Mirella Horiuti

Para: www.naoescuto.com